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<EDIÇÃO 232>


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Construção almeja diálogo pela sustentabilidade

A construção civil precisa superar obstáculos à sustentabilidade no setor. Veja-se o caso do aquecimento solar da água em edifícios residenciais. Embora ele tenha crescido, com maior oferta de coletores e reservatórios certificados, ainda faltam investimentos para estimular novas tecnologias, no nível das mais avançadas do mundo. Isso possibilitaria sistemas cada vez mais acessíveis, proporcionaria maior eficiência e multiplicaria as redes qualificadas de assistência técnica.
Sem esses avanços, as construtoras enfrentam dificuldades em generalizar a adoção do aquecimento solar. O problema acontece especialmente quando não há possibilidade técnica de aproveitar parte do terreno para instalar os equipamentos necessários à confiabilidade do sistema.
No Município de São Paulo, existe uma pendência na aplicação da lei que obriga ao uso de energia solar para aquecer ao menos 40% da água em imóveis novos com mais de três banheiros. A lei dispensa da obrigatoriedade os empreendimentos em que a instalação do sistema for comprovadamente inviável.
Contudo, técnicos não especializados da Prefeitura têm rejeitado os laudos que atestam essa inviabilidade e exigem das construtoras a adoção do sistema de aquecimento solar sem base técnica.
Outro desafio nos edifícios residenciais novos será introduzir a medição individualizada de água. Isso permitirá racionalizar o consumo e demonstrar onde há desperdícios e vazamentos, elevando o grau de conscientização da população, sem criar dificuldades à instalação do aquecimento solar.
Técnicos não habitilitados da prefeitura têm rejeitado laudos que atestam inviabilidade do uso do sistema
Mas será necessário superar dificuldades técnicas. Ainda não há relógios adequados à medição de água quente de cada apartamento. Os projetos de edificações precisarão se adequar à correta posição dos medidores. Falta melhorar a eficiência de chuveiros, dotando-os de mecanismo de vazão controlada. E é preciso criar norma técnica única para instalações prediais de água quente e fria. Tudo isso só acontecerá com muito diálogo.
SERGIO WATANABE é presidente
do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria
da Construção Civil do Estado de São Paulo) e
vice-presidente da CBIC (Câmara Brasileira da
Indústria da Construção)
 
 
 
 
Publicado em 15 de janeiro de 2010 por Equipe ConstrucaoTotal
 
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