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<EDIÇÃO 211>


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Co-processamento, uma iniciativa para o futuro

Votorantim Cimentos é referência global em co-processamento e responde por 50% dos resíduos industriais co-processados no Brasil
A Votorantim Cimentos adota, des­de 1990, o co-pro­ces­samento em suas unidades pro­dutivas. Trata-se de um dos me­canismos para a redução das emis­sões dos gases do efeito es­tu­fa aplicado pela empresa em seus processos produtivos. A tec­no­logia consiste em destruir resíduos industriais a altas temperatu­ras em fornos de cimento devidamente licenciados para este fim. Além de ser uma alternativa ao uso de combustíveis fósseis (co­que de petróleo, no caso da Vo­to-rantim Cimentos), o co-processamento aproveita o lixo industrial co­mo potencial energético e/ou sua fração mineral como matéria-prima, sem a geração de novos re­sí­duos ou qualquer alteração na qua­lidade do produto final. Os ga­ses emitidos são os mesmos normalmente gerados no processo de fabricação de cimento. Desde 1990, quando a Vo­to­ran­tim Cimentos iniciou o rea­pro­vei­ta­mento de resíduos industriais na fá­brica de Rio Branco do Sul (PR), já foram co-processadas pela em­pre­sa cerca de um milhão de to­ne­ladas de resíduos industriais. So­mente em 2007, a empresa atin­giu um volume recorde de cer­ca de 400 mil toneladas, praticamente a metade do volume mé­dio co-processado no Brasil, de aproximadamente 800 mil to­ne­la­das (que, por sua vez, equivale a 30% do total de lixo industrial pro­duzido anualmente no país). Vale destacar que esse crescimento ocorre na medida em que a Votorantim Cimentos estreita sua relação neste mercado por meio do contato mais direto com as indústrias geradoras de resí­duos e promove um melhor ge­renciamento de toda a cadeia do negócio. Atualmente, 10 fábricas da Vo­to­rantim Cimentos realizam co-pro­cessamento de resíduos: além de Rio Branco do Sul (PR) e Can­ta­galo (RJ) - as pioneiras na ado­ção desta tecnologia -, também já adotam esta iniciativa as unidades de Sobral (CE), Nobres (MT), Itaú de Minas (MG), Sobradinho (DF), Cipasa (PB), Pinheiro Machado (RS), Corumbá (MS) e Salto (SP). A unidade de Rio Branco do Sul (PR) é considerada referência nes­te tema e serve de piloto em diversos programas ambientais. O consumo de resíduos na fábrica cresceu de 60,1 mil toneladas em 2000 para 225 mil toneladas em 2007, um aumento de 400% em seis anos. A unidade já obteve os cer­tificados ISO 14001; ISO 9000; OHSAS 18001; SA 8000; e SGI/VCPS. A atividade de co-pro­ces­samento faz parte do compro­me­timento da Votorantim Ci­men­tos com o desenvolvimento sus­ten­tável de seus negócios. A em­presa é reconhecida no Brasil e no exterior pelos investimentos em programas ambientais e de­sen­volvimento de novas tecnologias para redução das emissões de gás carbônico. Como é feito o co-processamento O co-processamento ocorre nos fornos de cimento. Os resíduos in­dustriais alimentam junto com o combustível o maçarico do forno, que opera a 2000°C. Esta tempe­ra­tura destrói de forma ambien­tal­mente correta esses resíduos. O procedimento não altera a qualidade do cimento produzido, que atende às normas específicas de qualidade da Associação Bra­si­lei­ra de Normas Técnicas (ABNT). Resíduos co-processados Os resíduos mais co-processados pe­la Votorantim Cimentos são: so­lo contaminado, pneus, borras oleo­sas, catalisadores usados, re­si­nas, colas, látex, emborrachados, ma­teriais contaminados (como pa­péis, plásticos e madeiras quando impróprios para outro uso) e solventes. A empresa não co-processa re­sí­duos não aprovados pela Re­so­lu­ção 264/99 do Conama (Con­se­lho Nacional de Meio Am­bi­en­te), que regulamenta o co-proces­sa­mento no Brasil. A empresa tam­­­bém segue todas as legisla­ções locais (municipais e estaduais), que podem trazer diferenças em relação à legislação federal. Pneus Os testes de co-processamento de pneus na fábrica de Rio Branco (PR) começaram a ser realizados em 2001 e trouxeram ganhos eco­­nômicos e ambientais impor­tan­tes para o País. No primeiro ano, por exemplo, os pneus eram pi­cados para ir ao forno. No ano se­guinte, o processo passou a uti­li­zar também os pneus inteiros. Is­so permitiu a eliminação de gran­des passivos ambientais (pneus sem uso), que estavam depositados irregularmente a céu aberto, ge­rando, portanto, um benefício pa­ra o meio ambiente e para a saú­de humana. Em 2005, foram co-processadas no Brasil cerca de 90 mil to­ne­la­das de pneumáticos, que equiva­lem aproximadamente a 17 mi­lhões de unidades. No início de 2008, a fábrica de Rio Branco do Sul (PR) recebeu 4 mil toneladas de pneus de um total de 10 mil to­neladas que estavam ar­ma­ze­na­das em depósitos a céu aberto e com­prometiam o controle da den­gue no Estado do Paraná. A me­dida foi tomada após negocia­ção da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA) e do Ins­ti­tuto Ambiental do Paraná (IAP) com a Associação Nacional de Im­portadores de Pneumáticos (Anip). Atualmente, a Votorantim Ci­men­tos é uma das principais par­cei­ras do programa chamado “Ro­dan­do Limpo”, que está em de­sen­volvimento em vários estados bra­sileiros com o objetivo de ga­ran­tir a destinação correta para pneus inservíveis. Blend Outro material co-processado é o blend - mistura homogênea re­sul­tante do tratamento de várias ti­pologias de resíduos. A blen­da­gem tem como obje­ti­vo obter o produto com ca­­rac­te­­rísticas e parâmetros uniformes pa­ra queima, preferencialmente via maçarico principal do forno de ci­mento. Meio Ambiente O co-processamento é uma so­lução permanente e cada vez mais reconhecida e utilizada para so­lu­ção de problemas de gerencia­men­to de resíduos. Promove a di­mi­nuição da dependência de com­bustível fóssil e a preservação de recursos naturais não reno­vá­veis, reduz as emissões dos gases que causam o efeito estufa e os custos de energia térmica e é uma tec­nologia consagrada internacio­nal­mente. É a alternativa ambiental mais ami­gável para as indústrias res­pon­sáveis, além de funcionar co­mo uma fonte secundária de ge­ra­ção de energia para a indústria de cimento, considerado fator de­ci­sivo de competitividade para o seg­mento. As principais vantagens do co-processamento para o meio am­bi­ente são: economia de recursos naturais, redução de emissão de gases, solução para o problema de gerenciamento de resíduos. Ambientalmente, é a alternativa que apresenta a melhor relação custo/benefício para as indústrias geradoras de resíduos. Legislação A resolução que regulamenta o co-processamento no Brasil é a Co­nama 264/99. Entre outras po­sições, a resolução define um controle estrito das emissões atmosféricas, de forma a não compro­me­ter a qualidade do cimento pro­­­duzido, a saúde dos funcio­ná­rios das fábricas nem da po­pu­la­ção no entorno delas. Segundo a legislação, podem ser processados resíduos de praticamente todos os segmentos industriais, como siderúrgicos, petroquí­micos, automobilísticos, metais, tintas, embalagens, papel e pneu­má­ticos. Não podem ser processados: re­síduos hospitalares, domésticos bru­­tos, radioativos, pesticidas agro­­­­tóxicos e explosivos.
Programa Futuro em Nossas Mãos
Convicta de que o investimento no poder transformador da juventude no presente garante o futuro, a Votorantim Cimentos investe mais de R$ 6 milhões por ano em iniciativas nas áreas de educação, trabalho, geração de renda, cultura e esporte. Entre seus projetos de responsabilidade social está o Programa Futuro em Nossas Mãos, que visa a promover a inserção produtiva de jovens de baixa renda, com idade entre 18 e 24 anos, por meio da qualificação profissional, no mercado da construção civil. Esta iniciativa também tem o objetivo de fortalecer a cadeia produtiva, contribuindo para a formação profissional de qualidade, que atenda às exigências do mercado de trabalho e as necessidades de desenvolvimento integral da juventude. A criação desse Programa procura minimizar os efeitos de uma grave estatística no Brasil. A taxa de desocupação das pessoas com idade entre 18 e 24 anos é quase duas vezes maior do que a da população em geral. Uma pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) constatou que 38,2% desses jovens esta­vam desempregados em 2006. Um percen­tual que vem se mantendo inalterado na última década. No mercado da construção civil, a baixa qualificação dos trabalhadores mais jovens dificulta sua inserção no mercado de trabalho e pode ser um entrave para o crescimento do setor. Atento a estes dados, um importante diferencial do Programa Futuro em Nossas Mãos é que a iniciativa vai além da formação dos jovens. Sua meta é inserir pelo menos 70 dos alunos de cada turma no mercado de trabalho. Além disso, procura estimular sua permanência na escola formal. Em parceria com o Instituto Votorantim e instituições de educação profissional, os jovens são preparados para atuar como assentador e revestidor de alvenaria. O programa inclui, ainda, conhecimentos necessários para a interface com outros profissionais da construção civil, como o eletricista, o encanador, o aplicador de revestimentos, o telhadista e o pintor. Além das matérias técnicas, há também módulos de habilidades de gestão, nos quais são desenvolvidas competências mais amplas, que podem ser aplicadas a qualquer área de atuação, como o empreendedorismo, relações interpessoais, ética e o exercício da cidadania. O núcleo de formação básica tem 192 horas aula. Para participar, os jovens devem ter idade entre 18 e 24 anos, renda familiar de, no máximo, 1 salário mínimo per capita, escolaridade mínima a 4ª série do ensino fundamental. São jovens que estão desempregados ou à procura do primeiro emprego. Aqueles que atendem a estes critérios passam por um processo seletivo que inclui uma prova de língua portuguesa e matemática. Os aprovados, além do curso completo, recebem uniformes, benefícios como auxílio-transporte e alimentação e, ao concluírem o Programa, ganham um kit ferramentas e EPIs.
Publicado em 01 de abril de 2008 por Equipe ConstrucaoTotal
 
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