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<EDIÇÃO 199>


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Norton comemora 50 anos para manter a liderança

Maior indústria de abrasivos da América Latina, a Norton completa 50 anos em 2007 e já comemora uma trajetória de sucesso. A empresa iniciou suas atividades no Brasil em 1956. Em 1968, a empresa passou a se denominar Norton S/A Indústria e Comércio e hoje emprega cerca de 2 mil funcionários. O diretor comercial da Abrasivos América do Sul, Alexandre Brito dos Santos, de 44 anos e há 21 na Norton, em entrevista a Revenda Construção, revela as estratégias da empresa e como atua junto às revendas para aproveitar as festas do cinqüentenário e superar os dois dígitos de crescimento neste ano, sem deixar de lado a excelência e a qualidade. A história da Norton Company começou com a viagem de dois oleiros americanos, Franklin B. Norton e Frederick Hancock, que migraram de Benneington, Vermont, para estabelecerem a primeira louçaria em Worcester, Massachusetts, em 1958. De lá para cá, a empresa se diversificou e só no Brasil o portfólio de produtos conta com mais de 70 mil itens. Fale do início da operação da Norton no Brasil? Alexandre Brito dos Santos – A Norton é uma empresa centenária, que nasceu nos Estados Unidos, no fim do século XIX, e se tornou líder mundial em abrasivos nos anos 70. Em 1990, foi incorporada pelo grupo Saint-Gobain. No Brasil, a Norton chegou nos anos 50 e começou como uma pequena unidade de fabricação de lixas. Começamos com uma operação pequena no país e durante todo esse tempo houve uma evolução muito grande no negócio, culminando com uma liderança nos mercados mundial, sul-americano e brasileiro. Como vocês vão aproveitar o cinqüentenário para impulsionar as vendas? Brito dos Santos – Faremos várias ações para celebrar este ano, que marca o 50o aniversário da Norton no Brasil. O objetivo é comemorar a evolução da Norton e a conquista dessa posição de destaque no país. É uma data emblemática, significa maturidade e uma solidez muito grande da empresa, mas ainda temos muito que caminhar. Faremos alguns eventos internos e externos. Queremos comunicar a todos sobre essa data tão importante para nós, toda a nossa comunicação neste ano será voltada para esse evento. Usaremos em todas as ações um selo especial e comemorativo dessa data. A liderança não nos deixa em uma posição confortável, temos muita humildade para manter essa posição marcante de mercado. Você ser líder hoje pode não significar que terá a liderança amanhã, o difícil é manter. Manter uma condição forte é manter um conjunto que engloba bons profissionais, bom relacionamento com a cadeia, uma linha de produtos bem estruturada e o custo/benefício adequados. Nesse período todo, o que mudou na estratégia da empresa e como continuam atuando? Brito dos Santos – A estratégia da empresa é continuar crescendo, tendo um entendimento muito claro do mercado. Conhecer o mercado em profundidade é uma característica nossa e uma necessidade. Estamos investindo muito nisso para melhorar a capacitação do nosso pessoal. Temos a Universidade de Vendas Corporativas – criada há dois anos para capacitar melhor os profissionais – e ainda investimos constantemente em sistemas para conhecer mais a fundo o público-alvo e para ajudar parceiros das revendas. Assim, pretendemos melhorar a qualidade de nosso pessoal e o atendimento a todas as revendas e nossos parceiros na área de distribuição. Investimos muito em sistemas para cada vez mais entendermos nosso público e ajudar os parceiros da revenda a ter melhores resultados. Somos muito próximos à revenda, levamos as melhores práticas de comunicação e um forte material de apoio. Ainda atuamos no ponto-de-venda e nosso departamento comercial está muito próximo do revendedor. Isso é primordial, porque quem conhece o consumidor final e quem tem contato com o profissional que usa nossos produtos é o revendedor, inclusive com tecnologia. De um ano para cá, intensificamos também nossas ações nas revendas com o Agente Norton. Damos muita atenção para o treinamento, tecnologia remota com máquinas e produtos, onde o público vê como se usa melhor o produto. E onde entra a tecnologia nesse processo? Brito dos Santos – Desenvolvemos um softaware para mapear revendas e temos a exata consciência do papel do revendedor, que é muito nobre e importante e por isso fazemos o máximo para ajudá-los. Com o software podemos descobrir alguma falha de cobertura de mercado. Isso é um investimento constante em melhoria. Como foi 2006 para a Norton e o que esperam de 2007? Brito dos Santos – O ano passado foi difícil, tanto para a indústria como para o comércio. Mas o ramo de construção começou a dar sinais de melhora no segundo semestre de 2006. Estamos otimistas neste ano e esperamos crescer bastante, acima de dois dígitos. Essa é nossa meta e acho possível porque o mercado estará mais ativo, além de tomarmos uma série de medidas mais agressivas para conseguir um resultado melhor. Existe mais crédito disponível, a renda da população está melhor e há mais dinheiro para construção. Concretamente, o PAC não deve mudar muito a área da construção. São medidas importantes, mas para nossa estratégia não muda muito. Isso pode ter reflexo maior a longo prazo e não interfere em questões estruturais da economia. Como é a participação de mercado da Norton no Brasil? Brito dos Santos – Somos líderes no Brasil, essa liderança é mais forte em alguns lugares do que outro. De maneira geral, estamos investindo muito no Norte e no Nordeste. O que difere muito uma região da outra é a questão da logística e a dificuldade de atendimento ao público consumidor. É muito mais difícil atender o público do interior do Pará ou do Maranhão. Para isso, contamos com as grandes revendas, canais de distribuição e o próprio atacado, que garantem a capilarização de nossa mercadoria para todos os públicos. A maior dificuldade está na questão logística. Quantas fábricas a Norton possui no país? Brito dos Santos – Possuímos oito fábricas no Brasil. Duas em Pernambuco, na Grande Recife, em Igaraçu (lixas) e Paulista (rebolos), uma em Caldas, Minas Gerais (grãos abrasivos) e as outras em São Paulo: Vinhedo (rebolos), Lorena (grãos abrasivos), Caieiras (discos de corte e desbaste), Jundiaí (discos e rebolos) e Guarulhos (lixas industriais, discos diamantados e sede). Essas fábricas são modelos mundiais de produtividade, segurança, qualidade, performance e organização e nos capacitam para tanto. Ao todo são cerca de 2 mil funcionários. Quanto a exportação representa para a Norton? Brito dos Santos – Temos um projeto de exportação muito forte para Europa, Estados Unidos, Ásia e Oriente Médio. Por um lado é bom, mas o dólar está muito baixo, representa em nosso negócio 20% do faturamento. Com quantos produtos a Norton trabalha? Brito dos Santos – São 6 mil produtos feitos para a prateleira, mas são mais de 70 mil que podemos fabricar. Na revenda, o carro-chefe são as lixas, mas todos são importantes. Fazemos uma solução para construção civil, oferecemos um pacote completo de soluções em abrasivos, desde lixas para parede até discos de corte, passando pelos rebolos de afiação de ferramentas. E os lançamentos para este ano, alguma novidade para feiras como a Feicon? Brito dos Santos – Temos muitos lançamentos de produtos, entre eles os Discos Diamantados PRO, que chegam ao mercado nas versões Turbo (para cortar mármores, granitos, pedras decorativas e alvenaria); Segmentado (dispõem de segmentos separados por entalhes e são usados para cortar concreto, alvenaria, tijolos e telhas) e Contínuo (possuem a camada diamantada em formato de um anel contínuo e são utilizados para cortar pisos cerâmicos, ardósia, azulejos e porcelanato). Ainda apresentamos as lixas Advance, que foram redesenhadas para oferecer qualidade superior, proporcionar maior rendimento, melhor acabamento e desempenho constante e os Discos de Corte Diamantados Clipper, que oferece produtos de alto padrão de qualidade e inovadores para o mercado. Todos os discos seguem a Norma Européia EN 13236 em seus avançados processos de fabricação, que garante a segurança e qualidade da operação. Possuem elevada concentração de diamante e liga especial da SGA (Saint-Gobain Abrasivos), que proporcionam corte macio e um acabamento sem rebarbas. Pretendemos participar das principais feiras ligadas à Construção, como a Feicon em São Paulo, Construir Minas e Construir Rio. Não nos esqueceremos de trabalhar no apelo visual mais atrativo, principalmente para chamar a atenção no ponto-de-venda e ajudar na saída dos produtos. Os discos devem ser usados com muito cuidado. Como vocês lidam com a segurança? Brito dos Santos – Temos uma preocupação muito grande com nossos produtos que requerem um cuidado em sua utilização, como os discos de corte e desbaste. Precisam ser muito bem fabricados, caso contrário podem oferecer riscos. Por esse motivo somos auditados pela Associação Brasileira de Normas Técnicas e temos a sua certificação, realizada em conformidade com a norma européia EN12413, considerada a mais rígida em segurança no segmento de abrasivos. A Marca de Segurança ABNT é facilmente identificável. Os produtos certificados recebem um selo que pode estar impresso em embalagens, rótulos e etiquetas que os diferenciam por sua qualidade e preocupação com a segurança do usuário. Como funciona a interligação da Norton do Brasil com as fábricas da empresa no exterior? Brito dos Santos – Existem áreas de desenvolvimento no Brasil e também áreas de desenvolvimentos mundiais. Há sim uma interligação formal em on-line entre as áreas e isso é muito comum. Mesmo assim são produtos diferentes devido a diferentes mercados, cada qual de acordo com suas exigências. Lançamos dois novos Centros de Excelência, inaugurados em 2006 em Vinhedo e Caieiras, no Estado de São Paulo. Além do desenvolvimento de produtos e processos, esses centros destinam-se também à capacitação de profissionais. O Centro de Excelência Vinhedo é especializado em operações de retificação, tanto com produtos convencionais como superabrasivos, e o de Caieiras em corte e desbaste. Com capacidade para atender simultaneamente mais de 50 pessoas, cada Centro de Excelência conta com os mais modernos equipamentos: máquinas retificadoras e para corte e desbaste; equipamentos de monitoramento de processo como FIS (Field Instrumentation System) e RMS (Remote Monitoring System); bem como com equipes de Engenheiros de Aplicação, de Produto e de Vendas, capacitados para ministrar cursos e prover todo suporte técnico aos clientes.
Publicado em 15 de março de 2007 por Equipe ConstrucaoTotal
 
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